Cerca de 100 mil trabalhadores participaram de uma manifestação em Lisboa, marchando das Amoreiras e Saldanha até a Avenida da Liberdade, em um protesto organizado pela CGTP e UGT. O evento, que ocorreu neste sábado, tem como principal objetivo contestar as mudanças propostas pelo Governo na legislação laboral.
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, destacou a importância do protesto, afirmando que a manifestação representa um momento crucial de resistência contra o anteprojeto de revisão laboral, que muitos consideram um retrocesso nos direitos dos trabalhadores. A greve geral já está confirmada para o dia 11 de dezembro, sendo a primeira desse tipo desde 2013, quando o país enfrentava o resgate da troika.
A CGTP tem enfatizado que o anteprojeto do Governo, que revisa mais de cem artigos do Código de Trabalho, traz propostas que podem ser consideradas inconstitucionais e que afetam diretamente os direitos dos trabalhadores. Oliveira ressaltou que a mobilização deste sábado é uma resposta contundente às tentativas de alteração da legislação, que, segundo ele, desconsidera conquistas históricas da classe trabalhadora.
Contexto das Mobilizações
As mobilizações sindicais têm se intensificado nos últimos meses, com a CGTP e UGT denunciando os impactos negativos das reformas propostas. Os sindicatos argumentam que a revisão da legislação não apenas fragiliza os direitos trabalhistas, mas também ignora o diálogo com os trabalhadores e suas representações. A expectativa é que a greve geral de dezembro atraia ainda mais apoio e mobilização, refletindo a insatisfação crescente com a atual política laboral.
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