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Menezes anuncia desmantelamento de ciclovia criada em 2024 pelo antecessor

Luis Filipe Menezes inicia desmantelamento da ciclovia da Avenida da República, Gaia; MUBi e Bloco contestam legalidade e financiamento

Diário de Notícias da Madeira
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O presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Luis Filipe Menezes, anunciou hoje o início do desmantelamento da ciclovia da Avenida da República, que foi criada em 2024 por seu antecessor, Eduardo Vítor Rodrigues. A decisão, divulgada nas redes sociais, inclui a retirada dos pilaretes que delimitavam a ciclovia segregada, gerando reações negativas de grupos de mobilidade.

A Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBi) criticou a medida, alegando que não houve debate sobre a questão e levantando dúvidas sobre a legalidade do processo. A dirigente Ana Guerra destacou que a ciclovia foi concebida como uma “medida de segurança” para ciclistas e usuários de trotinetes, e sua remoção pode comprometer a segurança na via.

Críticas e Implicações Legais

A MUBi questiona ainda a legalidade do financiamento da ciclovia, que recebeu 98 mil euros de fundos do programa Portugal 2030. Segundo a associação, se a ciclovia foi implementada com esses recursos, a retirada dos pilaretes poderia ser considerada ilegal. Ana Rocha, da MUBi, ressaltou a contradição nas declarações de Menezes, que prometeu expandir a malha cicloviária em 25 quilômetros, enquanto destrói uma já existente.

O Bloco de Esquerda, que não está representado nos órgãos autárquicos neste mandato, também criticou a decisão. Em suas redes sociais, o partido destacou a falta de um período de escuta pública e a ausência de discussão na Assembleia Municipal sobre a remoção da ciclovia.

Contexto da Ciclovia

A ciclovia da Avenida da República, que liga o Jardim do Morro à D. João II, foi implementada em um contexto de crescente demanda por infraestrutura cicloviária na cidade. Criada para garantir a segurança dos ciclistas em uma via compartilhada com ônibus, sua remoção levanta preocupações sobre o futuro da mobilidade urbana na região. A MUBi já anunciou que está preparando formas de contestar a decisão e manifestar sua oposição.

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