O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reafirmou durante sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado que a Procuradoria-Geral da República (PGR) atua sem vínculos partidários e com foco na legalidade. Gonet, que está à frente da PGR desde dezembro de 2023, destacou a importância da discrição institucional em sua gestão, especialmente em casos de grande repercussão, como os relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Em sua fala, Gonet enfatizou que a PGR não busca aplausos ou popularidade e que sua atuação se baseia em princípios técnicos e constitucionais. “A busca do aplauso transitório e da exposição midiática não se compadece com o estilo que adotamos,” afirmou. O procurador ressaltou que o órgão não decide quais casos investigar por conveniência política, mas age conforme a legislação, garantindo que não haja denúncias precipitadas.
Compromisso com a Independência
Gonet também fez questão de ressaltar seu compromisso com o equilíbrio entre os poderes. “Reafirmo o compromisso com respeito às competências dos Poderes da República,” declarou, enfatizando que não pretende interferir nas decisões de outros órgãos. Ele criticou a politização das investigações, afirmando que a PGR não deve ser utilizada para “criminalizar a política”.
O procurador ainda se comprometeu a manter a integridade das investigações, sem vazamentos ou declarações públicas que possam comprometer a seriedade do trabalho da PGR. Caso sua recondução seja aprovada, Gonet continuará liderando o Ministério Público Federal até 2027.
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