A Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) apresentou uma agenda focada em saneamento e saúde durante a 30ª Cúpula do Clima das Nações Unidas, realizada em Belém. O objetivo central é aumentar o acesso à água potável nos territórios indígenas, uma demanda crescente nas discussões do movimento indígena. O secretário Weibe Tapeba destacou que a água potável é essencial para a prevenção de doenças e a promoção da saúde nas comunidades.
As discussões também abordaram os impactos do garimpo ilegal e do agronegócio nas aldeias. Tapeba enfatizou a necessidade de um debate profundo sobre como essas atividades afetam a saúde dos povos indígenas, incluindo a contaminação por agrotóxicos. A agenda da SESAI busca integrar o Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI) e a Rede Nacional de Saneamento Indígena (RNSI), fortalecendo parcerias com organizações como o UNICEF e o Hospital Albert Einstein.
Avanços em Saneamento
Nos últimos anos, o Brasil investiu mais de R$ 222 milhões em obras de infraestrutura na Amazônia, beneficiando mais de 142 mil indígenas. Entre 2023 e 2025, foram concluídas 522 obras, e mais de 8.300 filtros com nanotecnologia foram distribuídos para garantir água potável em 4.153 aldeias. Esses esforços visam mitigar a exposição à água contaminada por mercúrio.
Além disso, o fortalecimento das medicinas indígenas será um foco importante nas discussões futuras, com a construção do Programa Nacional das Medicinas Indígenas (PRONAMI) previsto para 2026. A SESAI reafirma a importância do saneamento como elemento vital para a soberania e o bem-viver dos povos indígenas, buscando soluções sustentáveis e justas para os desafios enfrentados.
Entre na conversa da comunidade