O presidente Lula convocou uma reunião no Palácio do Planalto na manhã desta quinta-feira, 13, com ministros que já foram governadores. O objetivo é discutir estratégias para a segurança pública, em meio à tensão crescente entre o Planalto e o Congresso sobre o Projeto de Lei Antifacção. A convocação ocorre após a operação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortos, aumentando a pressão por respostas e soluções.
A reunião conta com a presença de figuras-chave, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Rui Costa, Renan Filho, Camilo Santana, Waldez Góes e Wellington Dias. Também participam os ministros da Justiça, Ricardo Lewandowski, e da Fazenda, Fernando Haddad, além da líder do governo, Gleisi Hoffmann. Este encontro reflete a preocupação do governo com a repercussão política da segurança pública, que se tornou a principal preocupação dos brasileiros, segundo pesquisa da Quaest.
Votação do PL Antifacção
A votação do PL Antifacção, que visa endurecer o combate a organizações criminosas, foi adiada para a próxima terça-feira, 18. O presidente da Câmara, Hugo Motta, tomou essa decisão após pressões do Planalto e de governadores. O relator do projeto, Guilherme Derrite, apresentou quatro versões do parecer, que enfrentaram críticas por mudanças consideradas problemáticas.
A pesquisa divulgada recentemente mostra que a aprovação de Lula caiu para 47%, enquanto a desaprovação está em 50%. A segurança pública, que era a preocupação de 30% da população, saltou para 38% em apenas um mês, evidenciando a necessidade urgente de ações efetivas.
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