A Polícia Federal indiciou o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, por assédio e importunação sexual. A decisão ocorreu após denúncias encaminhadas pela ONG Me Too Brasil, que trouxe relatos anônimos sobre o comportamento de Almeida. O indiciamento foi formalizado e o relatório já está em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro André Mendonça.
Almeida, que deixou o cargo em setembro de 2024, nega todas as acusações. A ONG Me Too Brasil divulgou as denúncias com o consentimento das vítimas, o que gerou repercussão significativa. A Procuradoria-Geral da República está avaliando o caso, que tramita em sigilo.
Durante a transição de governo em 2022, a ministra Anielle Franco relatou ter sido importunada por Almeida. Em sua defesa, o ex-ministro alegou ter sido tratado com hostilidade por Franco, mencionando um desentendimento sobre ações contra o racismo em aeroportos. Após o depoimento de Almeida, a Polícia Federal decidiu pelo indiciamento, aprofundando a investigação sobre as alegações de assédio.
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