O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) expressou sua insatisfação em relação ao governo de Tarcísio de Freitas e ao secretário de Segurança licenciado, Guilherme Derrite. Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, 17, a categoria criticou a falta de diálogo e o atraso no envio da nova Lei Orgânica da Polícia Civil à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Desde fevereiro de 2025, os delegados têm buscado informações sobre a nova legislação, que está sendo elaborada por um Grupo de Trabalho Intersecretarial. As principais reivindicações incluem valorização salarial, reestruturação de carreiras e a realização de concursos públicos para suprir um déficit de 15 mil cargos na corporação. A delegada e presidente do Sindpesp, Jacqueline Valadares, destacou que os policiais enfrentam problemas sérios, como a falta de pagamento de horas extras e desvalorização profissional.
Críticas ao Governo
Valadares afirmou que a situação atual é insustentável. “Estamos à míngua, vivendo apenas de postagens do governador. Salários e reestruturação de carreira não foram abordados”, declarou. A delegada também criticou a saída de Derrite para tratar do Projeto de Lei Antifacção, ressaltando que a segurança pública em São Paulo não está em ordem e que o crime organizado continua a ser um desafio.
O Sindpesp espera que o governo atenda às demandas da categoria, uma vez que a situação de precariedade na Polícia Civil compromete não apenas os profissionais, mas também a segurança da população. A falta de avanços significativos nas negociações tem gerado um clima de frustração entre os delegados, que aguardam uma resposta concreta do governo.
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