O Departamento de Educação dos Estados Unidos, criado em 1979, passa por um processo de desmantelamento sob a liderança da secretária Linda McMahon. A decisão, anunciada no dia 18 de novembro de 2025, visa transferir seis programas educacionais para quatro agências federais: Trabalho, Saúde, Interior e Estado. Essa manobra é parte de uma estratégia para contornar a legislação que protege o departamento, mantendo suas competências, mas sem uma execução centralizada.
A medida segue a determinação do ex-presidente Donald Trump, que já havia assinado um decreto em 2025 para encerrar o ministério, delegando suas funções aos estados. McMahon, que é conhecida por sua atuação na promoção de campeonatos de luta livre, afirmou que o departamento “não serve para nada”, refletindo a visão de Trump sobre a burocracia educacional. A secretaria anunciou que os programas de educação primária, secundária e superior, além de outras iniciativas, serão transferidos para as respectivas agências.
Detalhes das Transferências
Entre os programas que estão sendo transferidos, destaca-se o apoio à educação de nativos americanos, que será gerido pelo Departamento do Interior. O Departamento de Saúde assumirá a responsabilidade pela acreditação de formação médica no exterior, enquanto o Departamento de Trabalho ficará com as iniciativas de educação pós-secundária. Além disso, a educação internacional e os estudos de línguas estrangeiras também serão repassados, com o objetivo de aumentar a eficiência dos programas.
McMahon utilizou uma *argúcia legal* para efetuar essas transferências, evitando o cumprimento direto das leis que exigem que esses programas permaneçam sob a supervisão do Departamento de Educação. Essa estratégia permite que o departamento mantenha formalmente suas competências, mas se desresponsabilize da execução, o que pode resultar em cortes nos programas.
Reações e Implicações
A decisão de McMahon gerou reações diversas, especialmente considerando que o Congresso detém a autoridade para eliminar o Departamento de Educação, criado para promover direitos educacionais nos EUA. A secretária de Educação expressou entusiasmo em sua missão, afirmando que o governo Trump está adotando medidas ousadas para desmantelar a burocracia educacional e devolver o controle da educação aos estados.
Em uma publicação nas redes sociais, McMahon questionou a necessidade do departamento, citando que, durante um fechamento do governo, as escolas permaneceram abertas e funcionais. Essa declaração reflete uma visão crítica sobre a relevância do Departamento de Educação, enquanto a administração prossegue com suas reformas.
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