Jair Bolsonaro foi preso preventivamente por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A ordem, emitida na manhã deste sábado, envolve suposta violação de tornozeleira, risco de ordem pública e organização de uma vigília diante do condomínio onde o ex-presidente reside. A prisão foi executada pela Polícia Federal e ele foi levado à Superintendência da PF em Brasília por volta das 6h35.
De acordo com o tribunal, haveria tentativa de violar o equipamento e facilitar fuga, com a vigília cerca de sua residência sendo um ponto de atenção. Moraes apontou distância de aproximadamente 13 km até a Embaixada dos Estados Unidos como fator que, segundo a defesa, poderia facilitar eventual fuga. O ministro sustentou a necessidade da medida para assegurar a ordem pública.
Controvérsia e contornos legais
Martin de Luca, advogado ligado à Rumble/Trump Media, criticou a decisão, alegando falta de provas de risco de fuga e questionando a fundamentação geográfica. O jurista afirmou ainda que prender com base na proximidade à embaixada seria incompatível com o Estado de Direito e com padrões de devido processo. A defesa também aponta inconsistências na descrição do suposto incidente envolvendo a tornozeleira.
Entre na conversa da comunidade