A defesa de Jair Bolsonaro questiona a alegação principal apresentada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, na decisão que decretou prisão preventiva do ex-presidente. O documento aponta que a vigília prevista para a noite diante do condomínio onde Bolsonaro vive não configura fuga, especialmente porque a tornozeleira teria funcionado e houve defesa jurídica contra falhas cronológicas. A prisão foi decretada na madrugada de hoje e Bolsonaro permanece monitorado.
Segundo Moraes, a suposta tentativa de fuga seria facilitada pela aglomeração de apoiadores na vigília. Ato judicial cita vigilância de monitoramento eletrônico e afirma que houve tentativa de violação da tornozeleira às 0h08 deste sábado. A pasta de monitoramento do Distrito Federal informou o ocorrido, segundo a decisão.
- Defesa e críticas: apoiadores apontam inconsistências na linha do tempo e na lógica da acusação. O advogado Fábio Wajngarten afirma que a tornozeleira está funcionando e contesta a narrativa de rompimento horas antes da vigília. Enio Viterbo também critica a cronologia apresentada e a relação entre os eventos.
Contornos legais e posicionamentos oficiais
À Gazeta do Povo, a defesa de Bolsonaro enviou nota defendendo o direito de reunião definido pela Constituição de 1988 e ressaltando que a prisão ocorreu na residência com monitoramento policial. A defesa afirma que o estado de saúde do ex-presidente é delicado e que a prisão poderia trazer riscos, anunciando a utilização das vias legais cabíveis.
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