O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro na madrugada de sábado (22). A decisão sustenta risco de fuga e a influência de uma vigília de apoiadores durante o cumprimento da medida.
A prisão tem como base a suposta violação da tornozeleira eletrônica, além do temor de que a multidão pudesse dificultar a detenção. O pedido inicial foi apresentado pela Polícia Federal e respaldado pela PGR, mas ganhou peso com a inclusão do suposto rompimento da tornozeleira.
Segundo a defesa, a tornozeleira funcionou normalmente poucas horas após o alegado rompimento, e o incidente teria ocorrido cerca de 20 horas antes da vigília. Um vídeo circulante mostra marcas no equipamento, que Bolsonaro teria atribuído a curiosidade com um ferro de solda.
Contexto e desdobramentos
A decisão de Moraes amplia a narrativa sobre o caso, ao associar o monitoramento à tentativa de fuga. Juristas e aliados de Bolsonaro contestam a leitura dos fatos e destacam a fase inicial do processo, marcada pela vigília de apoiadores.
A prisão preventiva visa assegurar o andamento do processo sem interferência externa, segundo a justificativa oficial. A narrativa da tornozeleira passou a ocupar papel central na avaliação jurídica, conforme apontam especialistas.
Entre na conversa da comunidade