O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente em Brasília no último sábado (22), após a Polícia Federal apontar um suposto risco de fuga ligado à tentativa de violação de sua tornozeleira eletrônica. A decisão do ministro Alexandre de Moraes gerou reações imediatas, especialmente entre as bancadas evangélica e católica no Congresso.
Nesta segunda-feira (24), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) referendou por unanimidade a prisão de Bolsonaro. Os parlamentares da Frente Parlamentar Evangélica criticaram a medida, afirmando que ela viola direitos fundamentais e acirra a instabilidade política no país. Em nota, destacaram que todo cidadão tem direito ao devido processo legal, especialmente um idoso em situação de saúde debilitada.
Reações no Congresso
Além da bancada evangélica, a Frente Parlamentar Católica também se manifestou contra a prisão, caracterizando a decisão como uma demonstração de “truculência”. Os parlamentares católicos expressaram solidariedade a Bolsonaro e condenaram a medida judicial, ressaltando a necessidade de respeito à dignidade humana na vida pública.
As críticas se intensificaram com a afirmação de que a prisão de Bolsonaro aprofunda divisões políticas e compromete a confiança nas instituições. Os evangélicos, que formam a principal base eleitoral do ex-presidente, alertaram que ações desse tipo geram um ambiente de insegurança jurídica e dificultam a pacificação social.
Bolsonaro foi detido em uma cela especial na superintendência da Polícia Federal em Brasília, em meio a um clima de tensão política. Moraes sugeriu que o ex-presidente poderia tentar se refugiar na Embaixada dos Estados Unidos, localizada a cerca de 13 quilômetros de sua residência.
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