A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro ocorreu na manhã de sábado, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A medida foi criada como preventiva, não para o cumprimento da pena de 27 anos por tentativa de golpe. Moraes apontou indícios de risco de fuga e de possível pressão para impedir a execução da pena.
O inquérito de coação à Justiça envolve o filho de Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, que passou a réu neste mês. A prisão decorre da vigília de oração convocada por Flávio Bolsonaro, segundo a decisão, além de indícios de justificativas para evitar a continuidade do processo.
Até o momento, Bolsonaro estava em prisão domiciliar em decorrência do inquérito que investiga a suposta coação à Justiça para influenciar o andamento do caso envolvendo o pai. A Presidência do STF sinalizou que a prisão pode evoluir para definitiva em associação a outro processo.
O Ministério Público Federal sustenta que Eduardo atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades a causar instabilidade institucional e prejuízos econômicos ao Brasil. Entre as ações citadas estão tentativas de suspender vistos de ministros do STF e aplicar sanções ao país.
Desdobramentos legais
Juristas ouvidos pela reportagem afirmam que a prisão preventiva pode tornar-se definitiva se houver continuidade de laços entre os processos, com eventual cumprimento da pena. A análise ressalta que a situação envolve trânsito em julgado próximo no caso do golpe.
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