A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) por suposto uso de celular durante visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar. O incidente ocorreu na sexta-feira, 21 de novembro, e foi registrado por uma emissora de TV, onde Nikolas foi visto com o aparelho.
Hilton argumenta que o uso do celular por Nikolas pode ter violado ordens judiciais e que isso pode ser interpretado como instigação ou auxílio a um plano de evasão. Em sua denúncia, a deputada pede que seja realizada a busca e apreensão do celular do parlamentar, uma vez que acredita que ele pode conter provas relevantes para a investigação.
Defesa de Nikolas Ferreira
Em resposta às acusações, Nikolas Ferreira afirmou que não recebeu qualquer aviso sobre restrições ao uso de celular durante a visita. Em sua conta nas redes sociais, ele destacou que não houve comunicação prévia de que o uso do aparelho seria proibido, tanto por parte do Judiciário quanto pelos responsáveis pela fiscalização no local.
O caso ocorre em um contexto de crescente tensão política e judicial envolvendo o ex-presidente Bolsonaro, que enfrenta diversas investigações e processos. A visita de Nikolas Ferreira, que aconteceu horas antes de Bolsonaro supostamente violar a tornozeleira eletrônica, levanta questionamentos sobre a segurança das visitas e o cumprimento das ordens judiciais.
Implicações Legais
A denúncia de Erika Hilton pode ter desdobramentos significativos, uma vez que envolve não apenas questões de cumprimento de ordens judiciais, mas também a possibilidade de instigação à evasão. O STF, sob a liderança do ministro Alexandre de Moraes, terá a responsabilidade de analisar as evidências apresentadas e decidir sobre as medidas cabíveis.
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