O projeto de construção da Trump Tower Belgrade, que visa substituir o Complexo Modernista Generalštab, enfrenta forte oposição na Sérvia. A União de Arquitetos da Sérvia enviou uma carta aberta alertando que a proposta viola a constituição, pelo menos quatro leis nacionais e compromissos internacionais. A carta foi direcionada a Jared Kushner, genro do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e acompanha um acordo firmado entre o governo sérvio e empresas ligadas a Kushner.
A situação se agravou após a votação de um lex specialis no dia 7 de novembro, onde 130 deputados apoiaram a declaração do projeto como uma prioridade nacional. O presidente da Sérvia, Aleksandar Vučić, defendeu que o empreendimento atrairia investimentos e turismo, mas a proposta gerou controvérsias significativas. O Generalštab, projetado por Nikola Dobrović e concluído em 1965, é considerado um marco da arquitetura modernista e foi designado como monumento cultural de importância nacional.
Mobilização e Protestos
O descontentamento se intensificou com o apoio de várias entidades de patrimônio, que expressaram preocupação com a possível demolição do complexo. Um relatório da UAS destaca que o local não é uma ruína e continua protegido por lei. Além disso, organizações internacionais, como a Europa Nostra, manifestaram firme oposição ao projeto, considerando-o uma ameaça ao patrimônio cultural.
Estudantes e ativistas civis têm realizado protestos em frente ao complexo, com um grande ato no dia 11 de novembro. A Procuradoria Pública para Crimes Organizados da Sérvia também investiga tentativas do governo de desclassificar o Generalštab do Registro Central de Patrimônio do país. A situação continua a evoluir, com forte mobilização da sociedade civil em defesa do patrimônio cultural e da democracia na Sérvia.
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