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Sóstenes afirma que reação a Moraes começa com denúncias em embaixadas

Partido Liberal planeja retaliação à prisão de Bolsonaro com denúncias em embaixadas contra Moraes e pressão internacional pela anistia

Estratégia: Sóstenes Cavalcante, em discurso no plenário da Câmara. O líder do PL na Casa diz que a reação a Moraes deve iniciar com denúncias em todas as embaixadas de Brasília. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sostenes Cavalcante, anunciou que o partido iniciará a reação à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro com denúncias em embaixadas em Brasília contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A declaração foi feita em entrevista à CNN Brasil, na segunda-feira, 24 de novembro. Sostenes classificou Moraes como um “psicopata de alto grau” e afirmou que a perseguição política e religiosa deve ser exposta em organismos internacionais como a OEA e a ONU.

Ele considerou a prisão de Bolsonaro, atualmente em regime preventivo na Superintendência da Polícia Federal, um “capítulo triste” na história do Brasil. Segundo Sostenes, a prisão não foi apenas por conta da violação da tornozeleira eletrônica, mas também em decorrência de uma vigília de oração convocada pelo senador Flávio Bolsonaro. O parlamentar defendeu que essa situação evidencia uma perseguição religiosa por parte de Moraes.

Pressão no Congresso

O líder do PL também mencionou que o partido está buscando apoio externo para pressionar por uma anistia a Bolsonaro e outros envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. Sostenes afirmou que a pauta de anistia é sua prioridade desde a eleição do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Ele acredita que, se pautada, a anistia terá apoio suficiente para ser aprovada, com estimativas de mais de 290 votos favoráveis.

Além disso, Sostenes criticou o ex-presidente Michel Temer por sua terminologia relacionada ao tema da anistia, afirmando que a “dosimetria” não é prerrogativa do parlamento. Ele reiterou sua convicção de que a pressão política se intensificará, especialmente diante da atuação de Moraes, que, segundo ele, busca impedir que a questão chegue a votação no Congresso.

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