O ministro Alexandre de Moraes apresentou, nesta segunda-feira (24), seu voto pela manutenção da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão ocorre em uma sessão extraordinária da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e considera indícios de fuga e descumprimento de medidas cautelares. Moraes já havia convertido a prisão domiciliar de Bolsonaro em preventiva após a tentativa de romper a tornozeleira eletrônica e a convocação de uma aglomeração de alto risco por seu filho, Flávio Bolsonaro.
O relator destacou que existem “gravíssimos indícios” de que Bolsonaro tentou fugir, citando um vídeo que comprova a violação da tornozeleira. O equipamento apresentava marcas de queimadura, o que levanta suspeitas sobre o uso de ferramentas para danificá-lo. Moraes também mencionou o histórico de descumprimento de medidas cautelares, incluindo ações nas redes sociais e participação em atos antidemocráticos.
Motivos para a Manutenção da Prisão
Moraes argumentou que a convocação de uma “vigília” por Flávio Bolsonaro reflete um padrão de mobilizações semelhantes às que antecederam os eventos de 8 de janeiro. O ministro considera que essas ações são parte de uma estratégia para tumultuar a situação e facilitar uma possível evasão do ex-presidente. Ele ainda classificou o comportamento de Bolsonaro e seus aliados como continuidade de uma “organização criminosa” já condenada pelo STF por tentativas de golpe de Estado.
Agora, cabe aos demais ministros da Primeira Turma – Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino – decidir se ratificam ou não a prisão preventiva. Se a decisão for mantida, Bolsonaro permanecerá detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, enquanto o processo relacionado à suposta trama golpista avança.
Entre na conversa da comunidade