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STF mantém prisão preventiva de Jair Bolsonaro por maioria da Primeira Turma

Decisão é baseada na violação da tornozeleira eletrônica e no risco à ordem pública; julgamento segue no plenário virtual até as 20h

Ministro Alexandre de Moraes, durante a sessão de quarta-feira 10 no julgamento da tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF) – Foto: Rosinei Coutinho/STF
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta segunda-feira (24), manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi aprovada por maioria de votos, com os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanhando o relator, Alexandre de Moraes. A ministra Cármen Lúcia ainda deve registrar seu voto até as 20h.

Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde sábado (22), após a conversão de sua prisão domiciliar em preventiva. A decisão foi motivada por uma tentativa do ex-presidente de violar a tornozeleira eletrônica, conforme relatado pela Secretaria de Administração Penitenciária. Um vídeo divulgado mostra Bolsonaro admitindo que tentou danificar o dispositivo, usando um ferro de solda por curiosidade.

Motivos da Prisão

Durante a audiência de custódia, Bolsonaro alegou que a tentativa de violação foi resultado de um surto causado por medicamentos psiquiátricos, negando qualquer intenção de fuga. O ministro Moraes destacou que o ex-presidente confessou ter cometido uma falta grave ao descumprir a medida cautelar. A decisão de prisão preventiva foi baseada em novos fatos que indicam risco à ordem pública e possibilidade de fuga.

A defesa de Bolsonaro argumenta que o vídeo não comprova uma tentativa de fuga e que seu estado de saúde exige tratamento em prisão domiciliar. Um laudo médico foi apresentado, mas a gravidade das circunstâncias levou o STF a considerar a prisão como necessária, especialmente em virtude das acusações relacionadas à trama golpista que resultaram em uma pena de 27 anos e três meses.

A situação continua em análise no plenário virtual da Primeira Turma, onde os ministros inserem seus votos no sistema eletrônico da Corte.

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