Imamoglu, ex-prefeito popular do CHP em Istambul, está detido desde março e é alvo de uma ofensiva jurídica que envolve dezenas de processos. O novo sumário, de 3.900 páginas, acusa o político de liderar uma organização criminosa para lucro pessoal, com ações que vão desde manipulação de concursos até lavagem de dinheiro.
O documento acompanha 407 pessoas ligadas ao esquema, das quais 105 estão em prisão preventiva. A Fiscalía solicita penas entre 828 e 2.352 anos de prisão para Imamoglu, que nega as acusações e afirma que as denúncias são forçadas por testemunhas sob coação.
Conspirações, contratos públicos manipulados, subornos e fraude aparecem entre os crimes atribuídos ao grupo. A investigação contextualiza as infrações desde os tempos em que Imamoglu era prefeito de um distrito de Istambul até seu cargo de prefeito metropolitano, em 2019.
A defesa contesta o material, afirmando que o suspeito está sendo alvo de campanhas políticas para desqualificá-lo nas eleições presidenciais. O CHP aponta uso de testemunhas secretas e inconsistências em depoimentos, além de críticas à condução do Ministério Público.
Diante de decisões anteriores, a Universidade de Istambul cancelou a licenciatura de Imamoglu pouco antes da detenção, o que pode afetar sua elegibilidade, já que a legislação turca exige título universitário para o chefe de Estado. Imamoglu também acumula outros 11 processos em andamento.
Acusações e defesa
Aos defensores cabem críticas à metodologia do Ministério Público, inclusive sobre coerção de testemunhas, segundo o CHP. O partido sustenta a importância de comprovar irregularidades sem atacar o processo democrático nem a liberdade de atuação de adversários políticos.
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