A Polícia Federal emite recomendação à Universidade de Caxias do Sul (RS) para encerrar o Memorial Presidente Ernesto Geisel, inaugurado recentemente. O Ministério Público Federal solicita medidas imediatas e um informe em até 5 dias. O objetivo é evitar reinaugurações e novos memoriais que exaltem agentes responsáveis por violações de direitos humanos.
A recomendação é assinada pelos procuradores Enrico Rodrigues de Freitas e Fabiano de Moraes. O texto destaca a necessidade de abster-se de eventos que promovam o memorial, bem como de denominações que valorizem figuras associadas a violações durante o regime militar.
A instituição tem prazo de apresent receber as medidas. Além disso, o MPF orienta que não haja qualquer celebração de reinauguração do memorial, conforme diretrizes da CNV.
Contexto histórico
Segundo o documento, o período do general Ernesto Geisel manteve a repressão estatal ativa, com 54 desaparecimentos políticos em 1974, o maior registro do regime. São lembrados casos de assassinatos, como Manuel Herzog (1975) e Manuel Fiel Filho (1976), ambos torturados em São Paulo.
O MPF também menciona o sequestro dos Uruguaios em 1978, episódio denunciado pela imprensa na época. O casal Universindo Rodríguez Díaz e Lilián Celiberti foi levado para o Uruguai com os filhos, após residência de Porto Alegre, por agentes brasileiros e uruguaios.
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