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PSOL solicita quebra de sigilo telefônico de Nikolas Ferreira

PSOL pede à PGR a quebra de sigilo do deputado Nikolas Ferreira por desobediência e possível participação em atos a favor de Bolsonaro; STF mira decisão do STM.

PSOL coordena ofensiva contra Nikolas Ferreira na PGR e no STF após polêmica envolvendo uso de celular durante visita a Bolsonaro. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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A bancada do PSOL na Câmara protocolou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de quebra de sigilo telefônico do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A medida foi apresentada após uma reportagem flagrar o parlamentar com celular próximo de Jair Bolsonaro, enquanto o ex-presidente cumpria prisão domiciliar. O PSOL sustenta que o uso do aparelho durante visita viola regras rígidas de acompanhamento.

Segundo o PSOL, Nikolas teria se manifestado nos autos da Ação Penal 2.668 solicitando direito de visita e esclarecimentos sobre regras, recebendo como resposta a necessidade de seguir normas pré-estabelecidas. A legenda também aponta a proibição expressa de visitantes utilizarem celulares, fotografarem ou gravarem durante visitas. Nikolas negou qualquer comunicação prévia dessas restrições.

Desdobramentos processuais

No STF, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prazo de 24 horas para defesa de Bolsonaro explicar o caso, com validade até quinta-feira (27). A deputada Érika Hilton participou de audiência na Corte. O PSOL acusa Nikolas de desobediência e levanta hipótese de apoio do parlamentar a Bolsonaro em ações que teriam facilitado uso indevido de dispositivos durante a vigilância.

Bolsonaro deixou a prisão domiciliar e passou ao regime fechado após uma vigília convocada por Flávio Bolsonaro, além de tentativa de romper a tornozeleira com ferro de solda. O ex-presidente responde a ações ligadas à suposta coação no curso do inquérito sobre articulações envolvendo autoridades brasileiras. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses por organização criminosa, golpe de Estado e outros crimes, e permanece inelegível até 2060, com trâmite no Superior Tribunal Militar (STM) que pode alterar sua patente.

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