Milanez entregou explicações ao STF sobre o quadro de Alzheimer de Augusto Heleno, ao ministro Alexandre de Moraes. O advogado sustenta que houve equívoco do perito ao questionar a data do diagnóstico, já que o general não teria condições de explicar marcos temporais.
A defesa afirma que o diagnóstico definitivo ocorreu apenas em janeiro de 2025, com exames relevantes realizados em 2024. O foco é esclarecer se há documentos que comprovem a condição médica para eventual influência em decisões administrativas.
Moraes solicitou documentação que comprove a enfermidade e questionou por que Heleno, mesmo com a doença, ocupou o cargo de ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, responsável por informações sensíveis. Também pediu informações sobre comunicação a órgãos federais.
A defesa sustenta que Heleno não recebeu diagnóstico entre 2019 e 2022, e que, por isso, não havia motivo para informar a Presidência nem outros órgãos. O advogado explicou que o réu pode ter confundido datas devido ao quadro de saúde.
Durante o interrogatório, Heleno respondeu apenas a perguntas da defesa. Milanez argumenta que o quadro médico levou o réu a essa postura, já que não havia segurança em fatos e cronologias.
O processo envolve a ação penal nº 2668, no qual Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por participação em um suposto golpe de Estado. Ele tem 78 anos e permanece preso no Comando Militar do Planalto, em Brasília.
Entre na conversa da comunidade