O protesto ocorreu em Madrid, com milhares de pessoas nas ruas do centro da capital, no último domingo. O público pediu a convocação de eleições antecipadas e criticou o governo de Pedro Sánchez, em meio a denúncias de corrupção que envolvem a família, o partido e a administração.
A manifestação foi organizada pelo Partido Popular (PP), que afirmou ter reunido 80 mil pessoas, enquanto a autoridade local estimou cerca de 40 mil participantes, concentrados junto ao Templo de Debod. Feijóo afirmou que a legislatura é absurda e não pode continuar.
José Luis Ábalos, ex-ministro dos Transportes e aliado próximo de Sánchez, foi colocado em custódia preventiva por ordem de um juiz, no âmbito de investigações sobre supostos contratos com subornos. O desenrolar do caso intensifica as críticas ao que o PP chama de estilo de governo, conhecido como sanchismo.
Isabel Díaz Ayuso, presidente da região de Madrid, acusou o governo de apoio a grupos nacionalistas e citou ameaça de desestabilização, em discurso áspero. Felix Bolaños, ministro da Presidência e da Justiça, considerou que PP e Vox marcham lado a lado, disputando quem faz as acusações mais severas contra Sánchez.
O Ministério Público tem acompanhado outras ações envolvendo a família de Sánchez e o próprio presidente, que chegou ao poder em 2018 após voto de censura. Nesta semana, o procurador-geral Álvaro García Ortiz renunciou após ser condenado pela Suprema Corte por divulgar informações confidenciais ligadas a um caso fiscal envolvendo o namorado de Ayuso. A decisão gerou debates sobre a politização do Judiciário.
Ábalos, García Ortiz e membros próximos da família de Sánchez negam qualquer irregularidade e afirmam não ter cometido ilícitos. Investigações continuam em torno de denúncias de corrupção envolvendo a cúpula governista, com desdobramentos ainda incertos.
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