A 14ª edição do Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Abrascão, reuniu debate sobre clima, equidade e democracia na saúde. O foco foi a relação entre mudanças climáticas e povos indígenas, com ênfase em políticas públicas e resiliência territorial. O tema central convidou a olhar para medidas que promovam justiça climática no âmbito da saúde.
No dia 30, a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) promoveu a mesa Resiliência climática e saúde indígena: resposta a eventos extremos e promoção de territórios sustentáveis. O encontro contou com Vanderson Brito, assessor do Comitê de Respostas a Eventos Extremos na Saúde Indígena (Cresi), como coordenador. Estiveram presentes Lucinha Tremembé, secretária adjunta da Sesai, Guilherme Franco Netto, da Fiocruz, e Marcus Quito, da Opas.
O debate abordou estratégias de justiça climática e a construção de um programa estruturante de resiliência nos territórios. Participaram representantes de 34 distritos sanitários especiais indígenas, além de parceiros e conhecedores da pauta. O objetivo é ampliar ações já em curso desde 2023, incluindo monitoramento, apoio logístico e orientações de atuação em eventos extremos.
Avanços e perspectivas
Foi apresentada a atuação do Cresi na prevenção e minimização de impactos à saúde indígena, com foco em enchentes, secas e incêndios. A Sesai destacou seminários regionais da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi) e o desenvolvimento de um programa de resiliência climática, elaborado a partir dos territórios.
Marcus Quito enfatizou a relação entre variações de temperatura e padrões epidemiológicos de doenças, reforçando a necessidade de monitoramento integrado. Guilherme Franco Netto ressaltou que a mudança climática exige ações conjuntas com os povos, não apenas soluções técnicas.
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