O Grupo Ribera Salud informou, na noite de quarta-feira, que Pablo Gallart solicitou ao presidente Emmanuel de Geuser que o CEO se afaste das responsabilidades de gestão do Hospital de Torrejón durante uma auditoria aprofundada. O objetivo é verificar padrões de qualidade, ética e legal, assegurando continuidade no atendimento aos pacientes. A medida acompanha a repercussão de áudios divulgados pelo jornal El País que sugerem ampliar listas de espera e descartar processos lucrativos.
A notícia, amplamente coberta pela imprensa, surge após uma reunião realizada em 25 de setembro, em que Gallart reuniu cerca de duas dezenas de dirigentes para tratar do tema. Na Espanha, o caso gerou reações políticas na Comunidad de Madrid e no governo central, com críticas contundentes à gestão privatizada da saúde.
Reação política e desdobramentos
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, afirmou, em rede social, que o modelo atual prioriza lucro sobre saúde pública, defendendo a sanidade pública com medidas do Estado. A ministra da Saúde da oposição, Mónica García, alegou que o dinheiro vem antes das vidas e anunciou possíveis ações legais contra o governo regional.
Na Madrid, o governo regional convocou a gestora do hospital de Torrejón para reunião de emergência e prometeu medidas. O grupo controlador do hospital reiterou o compromisso com os pacientes, destacando que a qualidade do atendimento permanece como prioridade e que a relação com o sistema público de saúde continua firme há 26 anos.
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