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Dino marca julgamento dos acusados pela morte de Marielle Franco para fev 2026

Julgamento no STF de Marielle Franco e Anderson Gomes fica marcado para vinte e quatro e vinte e cinco de fevereiro de dois mil e vinte e seis, com sessões pela manhã e à tarde

Irmãos Chiquinho e Domingos Brazão são apontados como mandantes do crime ocorrido em 2018 no Rio de Janeiro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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O STF marcou o julgamento do caso que envolve o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes para os dias 24 e 25 de fevereiro de 2026. A sessão ocorrerá no plenário, com fases extraordinárias pela manhã e ordinárias à tarde no primeiro dia, e continuidade na manhã do dia 25. A decisão foi tomada pelo ministro Flávio Dino.

Na linha de defesa, respondem ao processo no STF os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão, apontados pela PF como mandantes do crime. Também integram os réus o delegado Rivaldo Barbosa, Ronald Paulo Alves Pereira e Robson Calixto Fonseca, o Peixe. A denúncia trata o crime como homicídio qualificado, tentativa de homicídio e organização criminosa.

O caso já passou pela fase de instrução, com as alegações finais apresentadas pelo Ministério Público, pela defesa e pela acusação. Em outubro de 2024, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram condenados a penas altas; eles firmaram acordos de delação premiada. Lessa apontou motivação e nomes dos supostos mandantes.

Ordem de votos e fala

O relator Alexandre de Moraes apresentará o relatório inicial, seguido pela PGR, que terá uma hora para expor a denúncia. Em seguida, cada defesa terá igual tempo para falar, abrindo espaço para os votos. A ordem pode mudar se houver novo nome indicado até lá.

Perspectiva de votos

Os ministros iniciarão votando pelo relator, depois Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o presidente da Turma, Flávio Dino. Não há tempo limite para leitura de voto. A condenação exige pelo menos três votos concordantes. Oposição a condenação pode levar a recursos.

Possíveis desdobramentos

Caso haja condenação, ainda serão discutidos os penas individuais, levando em conta o papel de cada réu no crime. Advogados podem questionar preliminares, como a competência do STF. Tanto a PGR quanto as defesas podem recorrer do veredito.

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