Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Governador de MT é condenado a pagar R$ 100 mil por ofensas a povos indígenas

TRF-1 condena Mauro Mendes a 100 mil reais por falas discriminatórias contra o povo Bóe Boróro, com retratação pública, exclusão do trecho ofensivo e indenizações de 50 mil cada

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes. Foto: Mayke Toscano/SecomMT
0:00
Carregando...
0:00

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) condenou o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira (União), ao pagamento de 100 mil reais por falas discriminatórias contra o povo indígena Bóe Boróro em uma entrevista. A decisão também determina retratação pública e a exclusão do trecho ofensivo da fala, além de indenizações por danos morais.

A sentença fixa 50 mil reais de danos morais individuais e 50 mil reais de danos morais coletivos, totalizando 100 mil reais. A condenação atende a uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) apresentada em 2024.

A ação descreve que Mauro Mendes afirmou que os indígenas teriam inventado um corredor espiritual para atrapalhar a construção de uma ferrovia que ligaria Rondonópolis ao médio norte do estado. O TRF-1 havia rejeitado retratação na decisão anterior, mantendo o valor de 50 mil reais de indenização.

O MPF solicitou 1,5 milhão de reais em danos morais individuais e 1 milhão de reais em danos morais coletivos. O procurador Ricardo Pael Ardenghi destacou que a retratação pública é parte da reparação, visando restaurar a honra de um povo alvo de afirmações públicas.

A decisão atual acatou os pleitos do MPF, incluindo a necessidade de retratação pública e a remoção do trecho ofensivo. A medida busca reparar prejuízos causados pela comunicação que, segundo o MPF, generalizou insultos contra uma comunidade indígena.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais