O município de San Diego decidiu pagar US$ 30 milhões à família de Konoa Wilson, garoto de 16 anos morto a tiros pelas costas enquanto fugia de tiroteio. O acordo, divulgado após ação de indenização movida em junho, não constitui admissão de culpa.
A polícia informou que o tiroteio ocorreu perto da estação Santa Fe, quando Wilson já havia iniciado a fuga. O policial envolvido, identificado como Daniel Gold, atirou já correndo, após se deparar com Wilson a poucos segundos de distância.
A filmagem de câmeras corporais e de vigilância mostrou que Gold se identificou como policial apenas após abrir fogo. Wilson foi declarado morto 35 minutos após a internação. A investigação não indicou que ele portasse arma no momento do disparo, segundo a ação judicial.
Detalhes do acordo
Segundo os advogados da família, o pagamento é considerado um dos maiores já feitos em resposta a um tiroteio envolvendo uma força de segurança nos EUA. O caso envolve alegações de violência racial, com a defesa argumentando que o acordo foi uma decisão empresarial.
Conforme documentos do município obtidos pela CBS 8, a prefeitura enfatizou que o acordo não implica culpa. A defesa afirmou que o acordo evita prolongar o litígio e traz previsibilidade às partes. O Guardian solicitou comentário da assessoria de San Diego.
Entre na conversa da comunidade