Henry Cuellar, congressista do Texas, abriu campanha de reeleição como democrata dias após ser perdoado por Donald Trump em relação a acusações de suborno. O perdão ocorreu junto à esposa dele, na quarta-feira, segundo relatos da época. A operação envolvia alegações de recebimento de valores de Azerbaijão e de um banco mexicano.
Pouco depois do anúncio de perdão, Cuellar protocolou a candidatura à reeleição e afirmou que não pretende mudar de partido. Trump criticou publicamente a suposta falta de lealdade do congressista e de sua família, em publicações na rede Truth Social.
Cuellar é visto como um dos democratas mais conservadores no Congresso. Seu distrito no sul do Texas foi redesenhado por republicanos para favorecer o partido rival, mas o congressista ainda tem chances de vitória em 2026. O redesenho faz parte de um movimento maior no estado.
Contexto político
O Supremo Tribunal autorizou a vigência do novo mapa do Texas na quinta-feira, reforçando o tom de disputa eleitoral entre as siglas. A decisão amplia a vantagem de republicanos no controle da Câmara, sem alterar os fatos sobre o caso de Cuellar.
A trajetória de Cuellar ocorre em meio a tensões internas no Partido Democrata sobre imigração e lealdade a posições oficiais, com reações fortes de figuras nacionais. A situação mostra o peso das alianças políticas em eleições de meio mandato.
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