Nicolas Sarkozy, ex-presidente da França, esteve preso recentemente por fraude e conspiração, tornando-se o primeiro mandatário moderno a cumprir prisão. Em seu novo livro, The Diary of a Prisoner, ele apresenta reflexões sobre o período atrás das grades e sobre seus apoiadores.
O livro, escrito à mão em uma mesa simples na prisão, relata que Sarkozy cumpriu 20 dias de pena e aguarda recurso. O conteúdo aborda a relação com Marine Le Pen e a configuração da direita francesa, incluindo a ideia de convergência sem exclusões.
Segundo o autor, o partido de Le Pen, o RN, não é um perigo para a França e não apoiará um frente unida contra ela no pleito seguinte. O texto sugere que a direita deve se reconstruir com aliados variados, sem abrir mão de princípios.
RN, Le Pen e a construção da direita
Sarkozy afirma que muitos de seus antigos apoiadores podem votar em Le Pen, o que ele entende como sinal de mudança no espectro político. O ex-chefe de Estado comenta ainda que houve correspondência de aliados e visitas de personalidades internacionais durante a prisão.
Entre os relatos, o ex-presidente menciona o apoio de Sébastien Chenu, deputado e aliado próximo de Le Pen, que teria enviado cartas de suporte semanais. O livro também menciona visitas solicitadas por autoridades estrangeiras durante o período de cárcere.
A respeito da situação judicial de Le Pen, Sarkozy observa que ela foi impedida de concorrer, após condenação por desvio de fundos do Parlamento Europeu. O caso pode influenciar decisões sobre a candidatura presidencial de 2027.
Conforme trechos publicados, Kushner, atual embaixador dos EUA na França, pediu para visitar Sarkozy na prisão. Segundo a imprensa, o encontro ocorreu após a libertação do ex-presidente, com justificativa de respeito institucional.
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