O esforço inicial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para vender sua pré-candidatura à Presidência não avançou. O senador convocou os presidentes dos principais partidos do Centrão para uma reunião em sua residência, em Brasília, mas todos recusaram o convite. O objetivo era reunir nomes de peso do bloco para costurar apoio à candidatura da oposição.
O Centrão já sinalizava resistência à ideia de lançar Flávio como representante oposicionista. Mesmo antes da reunião, o grupo avaliava lançar candidatos ligados ao bloco, sem abrir mão do próprio projeto. Entre os nomes que seriam convidados estavam Antonio Rueda (União Brasil), Ciro Nogueira (Progressistas) e Marcos Pereira (Republicanos). O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a ser confirmado para o encontro, mas acabou também sem comparecer.
Desdobramentos
Horas após a tentativa frustrada, Flávio Bolsonaro revelou uma condição para desistir da pré-candidatura. Em entrevista à Record TV, ele afirmou que o pai precisa estar livre e nas urnas, condicionando a desistência ao apoio dos partidos de centro à anistia aos golpistas. Disse ainda que a decisão envolve justiça para cerca de 60 milhões de brasileiros que, segundo ele, estariam sequestrados pelo momento político atual.
O Centrão reagiu de forma cautelosa. As lideranças entrevistadas alegaram conflitos de agenda para justificar a não participação no encontro. Em síntese, o bloco mantém o posicionamento de priorizar uma candidatura alinhada ao projeto do Centrão, sem definir apoio explícito à pré-candidatura de Flávio neste momento.
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