A Câmara Legislativa de Hong Kong, conhecida como LegCo, funciona como um mini parlamento com poder para criar e alterar leis locais. Nos últimos anos, suas eleições foram significativamente afetadas por mudanças políticas e repressão.
Atualmente, apenas 20 dos 90 assentos são preenchidos por eleitores diretos. O restante é escolhido por um Comitê de Eleição pró-Beijing e por grupos de interesse, em um modelo que reduz a participação popular direta.
As mudanças vieram após a promulgação de uma lei de segurança nacional em 2020 e de reformas subsequentes. Em 2021, candidatos deveriam ser aprovados pelo governo como patriotas, limitando a competição.
Estrutura eleitoral e impactos
A participação cívica ficou marcada pela redução de protestos e pela menor expressão de dissidência. A abstenção nas eleições atingiu recorde desde a implementação da política de patriotas, refletindo o controle político reforçado.
A imprensa local e observadores internacionais descrevem o quadro como uma erosão gradual das autonomias prometidas em 1997, quando Hong Kong voltou ao domínio chinês. As mudanças continuam a moldar o funcionamento do LegCo e o espaço político.
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