Oito organizações de direitos civis enviaram uma carta de 19 páginas às autoridades federais, pedindo o fechamento imediato do campo de detenção no Fort Bliss, no Texas. Ao menos 2.700 pessoas estão presas em tentes no complexo, com denúncias de abusos graves.
A carta acusa oficiais do camp East Montana de violar políticas da agência de imigração, padrões de detenção e proteções constitucionais. O documento foi enviado ao diretor interino da ICE, Todd Lyons, e ao comando militar de Fort Bliss, com cópia ao DHS OIG e ao comitê de forças armadas do Senado.
Entre as signatárias estão a American Civil Liberties Union, Human Rights Watch, Estrella del Paso, Texas Civil Rights Project e Las Americas Immigrant Advocacy Center. As organizações defendem o fim da detenção de imigrantes no Fort Bliss.
Alegações e condições no campo
Segundo a carta, há relatos de violência física dentro do campo, uso de pessoas encapuzadas para forçar deslocamento e deportações para o México sem devido processo. Entre as queixas, há testemunhos de detentos cubanos e guatemaltecos sobre agressões e coerção.
Alega-se ainda que alguns detentos são transferidos a uma região desértica próxima a El Paso, com ordens para cruzar a fronteira para o México sob ameaça de crimes federais. As alegações descrevem abusos de guarda para forçar ações sem processo legal.
Condicões sanitárias também aparecem na denúncia, com unidades de tendas mal conservadas, problemas de encanamento e riscos de contaminação. O documento cita falhas no fornecimento de alimentação adequada e de atendimento médico.
Reação oficial e contexto
A ICE niega as acusações, afirmando que não há maus-tratos nem violação de direitos. A gestão afirmou que detentos recebem alimentação, tratamento médico, higiene e acesso a advogados.
Para as organizações signatárias, as denúncias demandam supervisão externa e ações urgentes. As autoridades enfrentam cobrança por transparência e por esclarecer as condições do acampamento.
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