O partido governista Livre afirmou no domingo que não reconhece as eleições presidenciais em Honduras, alegando interferência dos Estados Unidos. A apuração permanecia paralisada pelo segundo dia consecutivo, gerando expectativa sobre o desfecho. Nas ruas, protestos foram convocados pelo Livre.
Nasry Asfura, empresário de 67 anos, apoiado pelo governo dos EUA, lidera a disputa com vantagem mínima sobre Nasralla, apresentador de TV de 72 anos, do Partido Liberal. Em terceiro fica Rixi Moncada, candidata do Livre, com queda de intenções de voto.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) enfrenta falhas técnicas que atrasam a divulgação dos resultados. Integrante do Livre, Marlon Ochoa informou que cerca de 5 mil atas transmitidas com resultados zerados dificultam a atualização.
Desdobramentos e apuração em andamento
O CNE informou que 88,6% das atas de votação já foram apuradas. Asfura tem 40,19% dos votos; Nasralla, 39,49%; Moncada, 19,30%. As informações elevam o suspense sobre o desfecho e o futuro da transição de poder.
Nasralla denunciou paralisação e denunciou corrupção no processo. O candidato pediu que o CNE prossiga com a apuração e responsabilizou possíveis atrasos a uma empresa colombiana contratada para transmissão de resultados. A líder Xiomara Castro não se pronunciou sobre a declaração do Livre.
O partido pediu nulidade total das eleições e abriu possibilidade de investigação de atos de “terrorismo eleitoral”, segundo nota interna do Livre. A legenda também solicitou protestos e pediu que funcionários públicos não colaborem com a transição.
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