Um policial à paisana enganou uma mulher durante cinco anos para espionagem, mantendo inclusive uh relacionamento com ela enquanto disfarçava ser apenas um parceiro amoroso. O caso aparece em sessão da inquérito sobre spies de operações infiltradas desde 1968.
Alison, ativista de esquerda, relatou que Mark Jenner viveu com ela sem revelar sua identidade de agente disfarçado. Ele foi promovido por seus superiores com uma comenda na função de operador secreto, mesmo após o fim do vínculo.
O relacionamento começou entre 1995 e 2000, quando Jenner se infiltrou em campanhas antifascistas e de esquerda, inclusive em um grupo que investigava corrupção policial. Ele chegou a morar junto com Alison em Hackney, Londres, por quatro anos.
Por anos, Alison investigou por conta própria a vida de Jenner, chegando a concluir que ele era um agente do Estado. Ela descreve a convivência como integrada, participando de eventos familiares e viagens, sem suspeitar da verdadeira função dele.
Em 2000 Jenner sumiu, simulando um colapso nervoso para encerrar a atuação sem levantar suspeitas. Alison afirma que o episódio foi manipulado para encobrir a saída, e que anos depois reconheceu a identidade dele como policial disfarçado.
A mais recente audiência da inquérito revela que cerca de 139 agentes já infiltraram campanhas de esquerda entre 1968 e 2010, com mais de 50 mulheres enganadas. A apuração segue para esclarecer motivações e práticas adotadas ao longo das décadas.
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