A prisão dos generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, ocorrida em 25 de novembro em Brasília, por suposta tentativa de golpe, revelou uma divisão dentro do Exército. Enquanto oficiais da reserva veem injustiça nas condenações, o Alto Comando da ativa busca desassociar a instituição do episódio.
Militares da reserva afirmam que houve pressão política e falhas processuais, citando a delação de Mauro Cid como indicativo de interferência do STF. Concedem que não há provas suficientes para enquadrar os fatos como tentativa de golpe.
O Alto Comando, por sua vez, sustenta que os envolvidos atuavam em funções políticas e já não representam a instituição. Mantém abstinência de manifestações públicas para preservar a imagem da Força e tratar o caso como de oficiais já aposentados.
Reações entre diferentes patentes
Entre oficiais de média e baixa patente e praças, as posições divergem. Alguns entendem que houve atuação condenável, outros defendem que não houve crime. O tema não tem consenso entre militares ativos.
A defesa de Heleno cita Alzheimer e solicita cumprimento de pena em casa, devido à idade e ao estado de saúde do general. A defesa também aponta desproporcionalidade na punição aplicada.
Proposta política e desfecho improvável
O deputado e general da reserva Eduardo Pazuello propõe uma anistia ampla para os condenados. A saída seria política, segundo ele, comparando com medidas tomadas em 1979. A posição não é consenso entre as diversas correntes do Exército.
A matéria segue em investigação e análise, com desdobramentos que abrangem setores da reserva, do ativo e do ambiente político. As informações oficiais continuam a ser apresentadas pelas autoridades competentes.
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