Donald Trump assinou documentos de hipoteca nos anos 1990, alegando que duas propriedades vizinhas na Flórida seriam suas residências principais. Registros obtidos pela ProPublica mostram que, com sete semanas de diferença, ele obteve empréstimos para as casas, prometendo cada uma como moradia principal. No entanto, as propriedades eram alugadas.
As contratações ocorreram em 1993 e 1994, próximas a Mar-a-Lago, em Palm Beach. Embora exigissem ocupação como residência principal, as casas foram anunciadas para aluguel e, posteriormente, passaram a figurar como imóveis de investimento. Não há indicação de irregularidade até o momento.
O material aponta que as hipotecas tinham cláusulas de ocupação, exigindo residência principal em até 60 dias e residência por pelo menos um ano. Registros indicam que Trump permaneceu em outra residência, em Nova York, durante o período. As propriedades foram listadas como alugadas, com valores de aluguel divulgados.
Detalhes dos empréstimos
A ProPublica informa que as hipotecas somaram US$ 525 mil e US$ 1,2 milhão, para dois imóveis vizinhos, que ficavam próximos ao hotel Mar-a-Lago. Em ambos os casos, as casas foram divulgadas como locação desde a fase inicial do negócio.
White House sustenta que as transações seguiram as regras vigentes e que as hipotecas tinham o mesmo credor, Merrill Lynch. A defesa afirma que não houve quebra de lei e que as alegações são politicamente motivadas. O tema é tratado como parte de investigações sobre condutas financeiras de autoridades públicas.
Profissionais de direito consultados pela imprensa destacam que provar a intenção de fraude envolve estudo cuidadoso de cada caso. A ProPublica ressalta que não houve indicação de ilegalidade até aqui, mas que padrões de ocupação repetidos costumam ser objeto de escrutínio em casos de fraude.
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