Nasry Asfura, candidato conservador apoiado por Donald Trump, lidera a apuração das eleições presidenciais de Honduras após o pleito de 30 de novembro. A proclamação do vencedor depende da revisão de atas com inconsistências, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE). A apuração foi interrompida várias vezes por falhas técnicas.
Com quase 99% das atas contabilizadas, Asfura tem 40,53% dos votos, frente a 39,16% de Nasralla, segundo dados do CNE. A instituição informou que 2.749 atas apresentam inconsistências, correspondendo a 14,5% do total, o que pode atrasar o anúncio até 30 de dezembro.
Nasralla, representante do Partido Liberal, afirma ter 20% a mais de votos e pediu contagem voto a voto. O PL alega fraude, enquanto o Livre, partido de esquerda, pediu a anulação das eleições. O pleito deixa o Congresso com minoria do candidatado de Asfura, se ele vencer.
Contexto internacional e desdobramentos
O governo dos Estados Unidos declarou que as eleições foram íntegras e não há evidência de fraude suficiente para anulá-las. Um porta-voz do Departamento de Estado, que pediu anonimato, afirmou à AFP que a vontade do povo foi expressa.
O ex-presidente Juan Orlando Hernández, aliado de Asfura, recebeu indulto após cumprir prisão por narcotráfico nos EUA. Hernández foi libertado na semana passada, o que gerou controvérsia entre opositores.
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