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Câmara vota PL da Dosimetria, que pode reduzir penas de Bolsonaro

Projeto de dosimetria pode reduzir penas de Bolsonaro e co-réus; tramitação envolve Câmara, Senado e sanção de Lula, com STF responsável por ajustes na execução

1 de 1 O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso de forma preventiva neste sábado (22) — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
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Nesta terça-feira (9), a Câmara dos Deputados vota um projeto de lei que pode reduzir as penas aplicadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros réus do núcleo considerado central na trama relacionada aos atos de 8 de janeiro. A medida ainda precisa passar pelo Senado e pela sanção presidencial.

Se aprovado pela Câmara e pelo Senado, o texto segue para a sanção ou veto do presidente Lula. Em caso de sanção, a nova lei entra em vigor. Em caso de veto, o Congresso pode derrubá-lo. A aplicação da nova dosimetria depende de aprovação final.

A proposta pode, se vigente, levar a ajustes nas condenações já impostas por crimes como golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A retroatividade favorece réus, conforme entendimento constitucional, desde que a norma seja mais benéfica.

Tramitação e impactos esperados

A aprovação na Câmara é a etapa inicial para que o projeto se torne lei. O Senado poderá confirmar ou rejeitar as mudanças, influenciando a compreensão de prazos de prisão já estabelecidos.

Caso o texto siga adiante e haja sanção, a Justiça poderá recalibrar as penas nas execuções. O STF tem entendido que, encerrado o processo, a lei mais benéfica deve ser aplicada na execução.

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