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Como votou cada deputado no projeto que reduz a pena de Bolsonaro

Câmara aprova texto-base do PL da Dosimetria, que reduz penas de crimes contra as instituições democráticas, segue para o Senado e pode impactar caso Bolsonaro

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP). Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira o texto-base do PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados por crimes contra as instituições democráticas. O grupo debateu por um dia de tumulto, com foco em mudanças de nome e de estratégia para a tramitação.

O plenário registrou 291 votos a favor, 148 contrários e uma abstenção. O relator é o deputado Paulinho da Força, escolhido para destravar o debate e dar fôlego aos trabalhos do Congresso. A proposta substitui o antigo PL da Anistia pelo atual nome.

Paulinho da Força defende uma revisão das penas, sem conceder perdão total. O texto reduz as penas de um terço a dois terços para crimes cometidos em contexto de multidão, desde que o agente não tenha atuado como financiador ou líder. Além disso, não permitiria condenação duplicada por golpe de Estado e por abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Caso o Senado aprove a versão aprovada, a Corte Suprema deverá reavaliar a sentença relacionada a Bolsonaro. A Primeira Turma do STF havia aplicado 27 anos e 3 meses de prisão por vários crimes, incluindo golpe de Estado. A súmula atual pode sofrer ajuste se a matéria for apreciada pelos senadores.

Votação e próximos passos

A Câmara deve remeter o texto ao Senado, onde o tema deverá passar por novos debates e possíveis ajustes. O embate entre bolsonaristas e governistas influenciou a tramitação, com resistências à anistia total e pressões para manter cláusulas de responsabilização.

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