O advogado Jeffrey Chiquini, responsável pela defesa de Filipe Martins no núcleo 2 da trama golpista, discutiu com o ministro Flávio Dino após pedidos negados pela Primeira Turma do STF. O bate-boca aconteceu no plenário da Corte, durante a sessão em que Moraes também atuava como relator. Chiquini recursou a decisão e se recusou a deixar a tribuna.
Chiquini argumentou que novas provas da Procuradoria-Geral da República, apresentadas apenas nas alegações finais e sem acautelamento aos autos, deveriam ser retiradas do processo que acusa o seu cliente de elaborar a minuta do golpe. Ele também pediu que dois slides rejeitados por Moraes fossem incluídos na sustentação oral.
Moraes e Dino mantiveram a posição contrária, afirmando que as novas informações deveriam já constar nos autos ou ser tratadas na oportunidade adequada. Diante da negativa, Chiquini retornou ao púlpito, insistiu na discussão e acabou sendo encaminhado à área de público por ordem da Polícia Judicial, que retirou o advogado do plenário, mantendo Filipe Martins sob defesa no caso.
Conflito no STF
Durante o incidente, Dino elevou o tom ao pedir que o advogado fosse removido para que o debate seguisse entre os presentes no plenário. O presidente da Primeira Turma presidia a sessão e continuava a leitura dos votos, com o objetivo de manter o andamento processual sem novas interrupções. Filipe Martins é réu em um processo que envolve acusações de participação na tentativa de golpe.
Contexto e encaminhamentos
A defesa de Martins sustenta que as provas apresentadas após o encerramento da instrução não deveriam integrar o acervo do processo. A PGR afirmou que as informações eram relevantes para o esclarecimento dos fatos. O episódio destaca as dificuldades de alinhamento entre defesa, Ministério Público e o estrito cumprimento do regimento durante julgamentos relevantes.
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