Após a remoção à força de Glauber Braga da Mesa Diretora da Câmara, agentes do Departamento de Polícia Legislativa foram acionados para dispersar a sessão. O deputado do PSOL-RJ ocupava a cadeira de presidente em protesto contra a tentativa de cassação de seu mandato, mas acabou retirado pelos policiais legislativos.
Durante a intervenção, profissionais da imprensa tiveram impedido o registro do ocorrido no plenário. A TV Câmara interrompeu a transmissão, com sinais sendo cortados enquanto Glauber deixava o local. No Salão Verde, repórteres também foram empurrados por agentes.
Logo após a ação, Hugo Motta (Republicanos-PB) anunciou que apresentaria uma representação para cassação de Glauber Braga para a próxima quarta-feira. Em rede social, Motta disse que investigaria eventuais excessos cometidos pela Depol contra a imprensa durante o tumulto.
Desdobramentos e reações
Glauber Braga havia sido alvo de críticas por ter expulsado com empurrões um militante do Movimento Brasil Livre no ano anterior, episódio que motivou acusações de quebra de decoro. Na ocasião, o parlamentar Gabriel Costenaro proferiu ataques à família do deputado, o que também abriu contestações entre aliados e opositores.
Parlamentares que participavam do chamado pequeno expediente discutiram o uso da força durante a intervenção. A representação de cassação apresentada por Motta pode pautar novas discussões na Câmara, com desdobramentos políticos ainda a serem definidos. A atuação da Depol e a cobertura jornalística permanecem sob avaliação de comissões internas.
Entre na conversa da comunidade