Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Professor na Hungria enfrenta acusações por organizar evento Pride

Géza Buzás-Hábel pode ter prisão suspensa de até três anos por organizar e participar de assembleia proibida em Pécs, com demissões e vigilância policial decorrentes

Thousands flocked to Pécs for the Pride march in October despite a ban put in place by Viktor Orbán.
0:00
Carregando...
0:00

Pécs, sul de Hungria – Poucos dias após a Pride da cidade, Géza Buzás-Hábel foi convocado pela polícia e encaminhado ao Ministério Público, com possível acusação de organizar e participar em assembleia proibida. A mobilização ocorreu em meio a proibições oficiais.

Desde março, o governo liderado por Viktor Orbán aprovou a proibição de Pride e autorizou reconhecimento facial para multar participantes. Em junho, milhares desfilaram em Budapeste, desafiando a proibição e denunciando violações de direitos.

O organizador, líder da Diverse Youth Network, afirmou que a marcha em Pécs tinha como objetivo defender a liberdade de reunião e a visibilidade da comunidade LGBTQ+. A unidade diz que a ação é necessária para manter o país como referência europeia.

Segundo ele, o caso já traz consequências pessoais graves: foi desligado de empregos públicos e de um centro musical onde atuava como mentor. A polícia aguarda decisão dos promotores sobre as acusações.

Buzás-Hábel pode enfrentar uma pena suspensa de até três anos se houver procedência das acusações. Ele também corre o risco de não retornar mais à docência, caso as acusações se tornem formais.

Organizações de direitos humanos classificam o processo como inédito na União Europeia e alertam para um endurecimento de ataques a ativistas e a organizações civis na Hungria. A situação envolve questionamentos sobre o Estado de direito.

A comunidade internacional acompanha o caso, com críticas à repressão de reuniões pacíficas. Grupos europeus destacam que criminalizar organizadores de Pride pode ter impactos amplos sobre a democracia húngara, segundo entidades e associações.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais