A Câmara dos EUA aprovou o NDAA, um pacote de defesa que autoriza US$ 900 bilhões em programas militares. O projeto prevê reajuste salarial para tropas e mudanças na compra de armas. A votação ocorreu nesta semana, com apoio bipartidário.
O texto de três mil páginas também exige mais informações sobre quase duas dúzias de ataques com barcos letais no Caribe contra suspeitos de tráfico de drogas. A exigência inclui vídeo não editado dos eventos.
Outra medida fixa US$ 400 milhões por dois anos para fornecer armas à Ucrânia. O White House manifestou apoio ao conteúdo, mas o tema do vídeo das operações permanece em sigilo para alguns congressistas.
O documento mantém cerca de 76 mil militares na região europeia, com consulta de aliados da OTAN para eventuais mudanças. Também preserva tropas em território sul-coreano, com mínimo de 28,5 mil.
Mudanças e impactos
O NDAA promove alterações no processo de aquisição de armas, visando maior velocidade. Serão cortados US$ 1,6 bilhão em ações relacionadas à crise climática, e US$ 40 milhões em programas de diversidade, equidade e inclusão.
O texto prevê a revogação da autorização de 2003 para a guerra no Iraque, sinalizando o fim formal do instrumento de 20 anos. Além disso, autoriza a remoção permanente de sanções impostas à Síria.
Críticos questionaram a ausência de medidas mais restritivas a voos militares sobre Washington. A oposição aponta riscos à segurança aérea após um acidente envolvendo helicóptero militar e um jato este ano.
O projeto segue para o Senado, onde líderes buscam aprová-lo antes do recesso parlamentar. A defesa afirma que as mudanças fortalecem a supervisão do Pentágono e modernizam compras de defesa.
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