A Polícia Federal marcou para a manhã de 12 de dezembro a perícia médica do general Augusto Heleno. Ele foi condenado pelo STF a 21 anos de prisão por participação em organização criminosa ligada ao golpe após as eleições de 2022. A PF determinará, junto ao laudo, as condições de saúde do militar.
O pedido de perícia surgiu após Heleno alegar, em exame médico no momento da prisão, que sofria de Alzheimer desde 2018. A defesa apresentou versão reformulada, classificando o diagnóstico como demência mista, com confirmação parcial apenas em 2024.
Segundo a nova linha apresentada pelos advogados, desde 2018 o general vive com histórico psiquiátrico, e apenas em 2024 uma avaliação sugeriu a hipótese de demência. A perícia deverá compilar histórico médico, exames e avaliações para embasar o relatório final.
Objetivo da perícia e procedimentos
O relatório da PF deverá incluir histórico médico e exames de laboratório. Serão avaliadas função tireoidiana e níveis de vitamina B12, além de testes neurológicos e neuropsicológicos.
Exames de imagem, como ressonância magnética (RM) e tomografia por emissão de pósitrons (PET), poderão ser incluídos se necessários para complementar a avaliação clínica.
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