Na próxima quarta-feira, 17, a Câmara irá votar o processo que pode levar à cassação do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). O plenário deve decidir após o Supremo Tribunal Federal ter determinado a perda do mandato. Motta, à frente da Câmara, carrega o desgaste recente e a pressão de aliados que o cercam.
O desempenho de Motta preocupa colegas, que avaliam o parlamentar como errático e ainda sob o legado de seu antecessor, Arthur Lira. Lira classificou de “humilhação” a derrota na semana passada, quando Glauber Braga (PSOL-RJ) teve apenas suspensão, e não cassação, mantida pela votação.
A Câmara também absolveu Carla Zambelli (PL-SP) na madrugada de quinta-feira, sem punição. Já Ramagem teve a perda de mandato determinada pelo STF e, diferentemente de Zambelli, o governo mantém o rito direto ao plenário, sob o aval de Motta.
Desdobramentos do caso Ramagem
O processo de Ramagem ecoa o de Zambelli: ambos foram condenados pelo STF. A diferença é que, no caso de Ramagem, a Câmara pode decidir pela cassação após a votação no plenário, ou seguir o caminho indicado por Moraes de demarcação administrativa, caso o parlamentar acumule faltas.
O ministro Alexandre de Moraes citou dispositivo constitucional que autoriza a perda de mandato por faltas às sessões, sob supervisão da Mesa Diretora. O PT já acionou Motta para cumprir a decisão, sem resposta pública até o momento.
Perspectivas e insider politics
Especialistas apontam que a decisão no plenário pode acirrar a crise entre Poderes, com o STF ainda não tendo dado resposta definitiva para o futuro do mandato de Ramagem. O desfecho pode impactar o equilíbrio entre Câmara e Supremo, num ano ainda marcado por disputa política.
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