O vice-líder do PL na Câmara, Bibo Nunes, foi destituído do cargo após votar a favor de uma punição mais branda que a cassação para o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). A decisão ocorreu após um acordo que substituiu a perda do mandato por uma suspensão de seis meses. O episódio ocorreu na Câmara dos Deputados, em Brasília, onde se discutia o caso de Braga.
O líder da legenda, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que o vice deve manter lealdade à liderança. Em defesa, Bibo disse não ter havido orientação formal da bancada e apontou que a suspensão é melhor que nada, questionando se Braga seria absolvido integralmente ou se o resultado seria apenas simbólico.
A Câmara decidiu, na quarta-feira 10, suspender o mandato de Glauber Braga por seis meses. O PT conseguiu um destaque preferencial, evitando a cassação e a inelegibilidade de oito anos do parlamentar. A medida gerou críticas sobre lealdade, autonomia de voto e funcionamento da bancada do PL.
Reação interna e desdobramentos
Durante a análise do caso, líderes e correligionários debateram a distância entre autonomia parlamentar e disciplina partidária. A destituição de Bibo Nunes gerou questionamentos sobre o equilíbrio entre voto independente e alinhamento à agenda da legenda.
A decisão de suspender Braga, com a participação do PT, também reacendeu o debate sobre como coalizões influenciam punições a deputados, especialmente em temas sensíveis. A Casa continua acompanhando os desdobramentos e possíveis impactos político-eleitorais.
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