Nesta sexta-feira (12), o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que pautar o PL da Dosimetria foi um erro grave que coloca a Câmara de costas para o povo brasileiro. Ele fez a declaração durante café da manhã com jornalistas no Planalto.
Na mesma linha, a sessão da Câmara que ocorreu na madrugada de quarta (10) aprovou o texto que reduz penas de condenados no que é visto como resposta à trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A votação ocorreu sem ampliar para pautas de maior interesse público.
Na ocasião do plenário, Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força da Mesa Diretora após ocupar a cadeira da presidência por duas horas em protesto a uma eventual cassação. Houve tumulto, com a suspensão de imagens da TV e agressões a jornalistas por policiais legislativos.
Entre críticas públicas, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebeu duras observações de aliados e adversários. A principal figura de apoio a Motta, o líder Arthur Lira (PP-AL), manifestou irritação com a pena alternativa aprovada para Braga, em mensagem privada de grupo partidário, segundo relatos.
Boulos ressaltou que houve discrepância de tratamento entre casos no plenário, citando a agressão a jornalistas e parlamentares. Ele afirmou que os acontecimentos recentes mostram a necessidade de reorganização da Câmara e de pautar temas que atendam ao povo, sem conivência com pressões políticas.
A tensão entre mottares e apoiadores de Lira persiste, enquanto a Câmara manteve a suspensão de Braga e seguimos acompanhando os desdobramentos da votação da Dosimetria. A reforma do PL continua gerando polarização entre grupos bolsonaristas e oposicionistas.
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