A prisão de Rodrigo Bacellar (União Brasil) no dia 3 de dezembro abriu espaço na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde passou a presidir Guilherme Delaroli (PL). Delaroli é agente da reserva da Polícia Militar e deputado pela primeira vez, com 114 mil votos, a sexta maior votação de 2022.
O novo presidente pertence à base bolsonarista do governador Cláudio Castro (PL) e integra uma linha política familiar ligada à política local, com pai e irmão atuando em cargos públicos na região. Ao assumir, manteve o ritmo da Casa sem mudanças imediatas.
Nas primeiras semanas, Delaroli tratou de manter o funcionamento habitual da Alerj. Afastado Bacellar, ele não promoveu substituições de imediato, sinalizando continuidade administrativa conforme afirmou à imprensa.
Mudanças na presidência
Dias depois, o plenário votou pela soltura de Bacellar e Bacellar pediu licença com tornozeleira eletrônica instalada. A partir disso, começou a chamada “dança das cadeiras” na Casa, com Delaroli anunciando que nomeará o staff ligado à presidência.
Delaroli afirmou que substituirá cargos de confiança pela equipe de sua escolha, iniciando a reorganização da estrutura da presidência. Em entrevista ao jornal Extra, disse que buscará mais alinhamento entre cargos-chave.
Nas redes, Delaroli mostrou convivência com parlamentares de diferentes espectros, destacando o entendimento com colegas de campos opostos. Publicou fotos ao lado de políticos de diversos partidos, indicando assimilação institucional.
Entre na conversa da comunidade