O presidente da Câmara, Hugo Motta, vem buscando retomar o controle político da Casa após isolamento do governo e da oposição. Em Brasília, ele reorganizou um bloco de centro com 275 deputados para ditar a agenda de votações.
Motta rompeu com o líder do PT, Lindbergh Farias, e com o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, após votações polêmicas. A estratégia visa ampliar seu poder para pautar, acelerar ou barrar propostas na Câmara.
A oposição vê na manobra um afastamento de compromissos anteriores. Eduardo Bolsonaro já sinalizou que a guerra está apenas começando, apontando tensões crescentes entre os blocos e o governo federal.
Novos desdobramentos
Motta pretende pautar cassações de deputados bolsonaristas, entre eles Alexandre Ramagem (PL-RJ). A intenção também envolve declarar a perda de mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por faltas excessivas, segundo apuração.
A oposição, liderada pelo PL, vê ruptura com o acordo feito durante a eleição de Motta, que previa votação de uma anistia total. A redução de pena defendida pelo governo é encarada como substituto insuficiente pelo grupo bolsonarista.
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